sexta-feira, 15 de março de 2013

Cafe da Valdirene

 

 

 

 

http://curiosidadeshistoria.blogspot.com.br/2012/11/historia-do-cafe.htmlHistória do café




Origem do café
A história do café é vaga e obscura. A palavra café parece derivar do árabe qahwah, embora etimologistas a relacionem com Kaffa, província da Etiópia de onde a planta é nativa. De lá passou para a Arábia e admite-se que os árabes hajam começado a tomar café já no século XV. O cultivo se desenvolveu e o Iêmen permaneceu como principal fornecedor mundial até o século XVII.
Uma das lendas em torno da descoberta do efeito estimulante do café é a do pastor Kaldi. Ao ver a agitação das cabras de seu rebanho, após a ingestão de alguns frutos do cafeeiro, Kaldi provou os frutinhos avermelhados, comprovando seu poder excitante. Isso teria ocorrido no ano 850. Outras fontes, entretanto, contam ter sido um monge árabe o primeiro a preparar uma infusão com sementes de café, a fim de livrar-se do sono que o impedia de realizar suas orações noturnas.
Em Meca, cidade santa dos muçulmanos, no início do século XVI o café era muito consumido, mas não tardou a ser condenado pelas seitas mais ortodoxas do islamismo e, a pretexto de contrariar o Alcorão, seu uso foi proibido. Em 1526 a proibição foi abolida e tanto a agricultura como o comércio do café desenvolveram-se em toda a península arábica, até chegar à Turquia e depois à Europa, no decorrer dos séculos XVI e XVII.
Quem primeiro divulgou as propriedades do café na Europa foi Leonard Rauwolf, alemão que viajou pelo Oriente em 1592, seguindo-se a ele o botânico italiano Prospero Alpini. Admite-se que em Veneza, no fim do século XVI, consumia-se café. A planta parece ter sido levada para o continente americano, em 1607, pelo capitão John Smith, fundador da Virgínia. No princípio do século XVII, os navios da Companhia das Índias Orientais traziam grandes cargas de café do Oriente.
Foi em Constantinopla (hoje Istambul, Turquia) que se abriu o primeiro estabelecimento para servir café ao público, em 1550. Na Europa as primeiras casas de café surgiram em Veneza, em 1591; Londres, em 1652; e Marselha em 1671. A partir de 1670, estabelecimentos semelhantes difundiram-se pelas grandes cidades dos Estados Unidos.
Com a popularização do uso do café seu cultivo espalhou-se pelo mundo.
Conta-se que sua chegada ao Novo Mundo deve-se ao capitão francês Gabriel-Mathieu de Clieu, responsável pela introdução da primeira planta, na Martinica. Entre 1720 e 1723, De Clieu, que servia na guarnição da Martinica, visitou a França, onde soube que os holandeses haviam transplantado com êxito o café para as Índias Orientais, cujo clima se assemelha ao da Martinica. Resolveu então iniciar a cultura nessa colônia; mas os poucos cafeeiros então existentes em Paris eram conservados com muito cuidado, em estufas, pelos jardineiros de Luís XV. Só a muito custo ele conseguiu algumas mudas e durante a viagem de volta à Martinica foi obrigado, durante mais de um mês, a dividir a sua cota de água no navio com os cafeeiros, finalmente plantados na ilha e tratados com cuidado até a produção das primeiras bagas. Elas originaram a maior parte das atuais plantações daquela região.

Distribuição Geográfica
O cafeeiro prospera em climas tropicais e em terras de média altitude. O solo deve ser úmido, rico em matéria orgânica e poroso, para evitar a acumulação de água, que apodrece a raiz da planta.
Até a primeira metade do século XX, era generalizada a crença entre os lavradores brasileiros de que o café só podia ser cultivado eficientemente em terras virgens, após a derrubada das matas, limpeza do terreno e abertura das covas para receber diretamente as sementes ou mudas, sem necessidade de adubação devido à fertilidade do solo. Essa crença está superada e o café é hoje produzido dentro das mais modernas técnicas de plantio, de correção do solo e de irrigação e drenagem.
O habitat natural das espécies de maior importância econômica é a zona tropical da África, numa faixa que se estende desde a Guiné até a Etiópia e, ao sul, até Angola. Na Etiópia ainda subsistem florestas de cafeeiros nativos e em algumas regiões da Ásia (Myanmar, Indonésia) certas espécies vegetam espontaneamente.
Existem culturas comerciais em cerca de setenta regiões, do equador aos trópicos, faixa ultrapassada, ao sul, apenas no Brasil e em Moçambique e ao norte em Formosa. As principais espécies estão distribuídas geograficamente como se segue:
Coffea arabica: Predomina no Ocidente, onde 27 países a cultivam isoladamente e 31 associam-na a outras espécies. No continente africano floresce nos planaltos da Etiópia, sudeste do Sudão, Camarão, Angola, região oriental do Zaire, Ruanda, Burundi, Quênia e Tanzânia. Na Ásia quase se extinguiu quando os cafeeiros foram atacados pela ferrugem, uma doença que dá nas folhas do arbusto, mas subsiste em certas regiões das Filipinas e da Indonésia. No Brasil as variedades mais cultivadas são: typica, mundo novo, caturra, maragogipe e bourbon.
Coffea robusta ou canephora: Concentra-se na Ásia e África, predominando no Benin, Togo, Gabão, Congo, Angola, Madagascar, Uganda, Costa do Marfim, Camarão, Libéria, Tanzânia, Guiné, Indonésia, Vietnam, Filipinas, Sri Lanka, Nova Caledônia, Ilhas Comores, além de Trinidad e Martinica. Essa variedade também é cultivada nas Antilhas, Equador e Brasil.
Coffea liberica: De importância econômica reduzida no quadro mundial, é a única espécie existente na Guiana. Seu cultivo se estende a cerca de 17 países, sendo os maiores produtores Suriname, Malásia, Libéria, Filipinas, Guiné Equatorial e São Tomé.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Gente do Bem







Quer coisa melhor que um filme numa tarde chuvosa ou manhã?
Ao achei essa graça e deixarei aqui vou mandar pra todo mundo que eu amo.E pra essa pessoinha que inventou isso obrigada até dar a dicca de play da pause e deixar carregar obrigada queridinho coisa linda são vocês.





Vou ver meu filme predileto,que foi do meu tempo de felicidades que não existe mais.
Obrigada!
http://cinepredadoronline.blogspot.com.br/2012/08/mary-poppins-dublado-assistir-filme.html

quarta-feira, 6 de março de 2013

A versão de Rafinha da história de João e o pé de feijão.


Quem pegou a minha galinha





Tenho uma amiguinha de 9 anos,nada mais belo que ter essa bênção ,ter uma criança que goste da gente.Um dia em sua escola a professora pediu que lessem  a história de João e o pé de feijão,menina esperta foi para a internet e aparece dentro de casa com um maço de papéis,sua mãe disse que não,que ela ia contar-lhe a história e ai ela escreveria e assim foi.
O mais interessante desta história que ela escreveu foi a síntese de todo o drama que envolve a história em si que é a sobrevivência da família,a menina é tão bem engajada e amada que ela ignorou  a harpa que tocava sozinha,todos os detalhes do castelo e escreveu  a história mais lindinha que eu já li com suas palavras de criança e que me deixou muito emocionada e quem for ler essa história.Rafinha se chama Rafaele, estuda  na cidade de Monte Mor em SP vou transcrever aqui  sua história,e que os pais tenhas essa consciência de educar os filhos para a vida, para que eles nunca copiem nada mas sejam pessoas criativas e cheia de competência. Vamos Ler agora!


.
A muitos e muitos anos,existiu uma viúva que tinha um filho chamado João.
João e sua mãe eram muito pobres,e para se manterem contavam apenas com uma vaca, cujo leite vendiam na cidade.
Porém eles ficaram sem alimentos, porque a vaca parou de dar leite.
Então a mãe de João falou:
-João vá até a cidade e venda a nossa vaquinha por alimento.
João ficou muito triste de vender sua vaca,mas foi.
No caminho João encontrou um homem que lhe disse:
-Hei menino troque sua vaca por esses feijões mágicos.
João aceitou e voltou para a casa.Quando chegou em casa sua mãe perguntou:
-João cadê os alimentos?
-Mãe eu troquei a nossa vaquinha por um punhado de feijões!
Sua mãe ficou furiosa,e jogou os feijões pela janela.
Anoiteceu e João e sua mãe foram dormir.No outro dia João acordou e viu pela janela e tinha um pé de feijão enorme,e foi ver de perto.Quando ele viu aquele pé de feijão ele ficou desconfiado e subiu para ver aonde ia parar esse pé de feijão,quando chegou la em cima ele viu um castelo enorme e entrou, quando ele entrou tinha um gigante que aprisionava uma galinha.


Mas não era uma galinha normal era uma galinha que botava ovos de ouro,ele aproveitou que o gigante estava dormindo e pegou a galinha.
Mas houve um problema,quando João ia sair João bateu a porta e fez um barulho muito alto e o gigante acordou e disse:





-Quem pegou a minha galinha?





O gigante começou a correr atrás do João, mas o João desceu até o chão e pegou sua machadinha e cortou o pé de feijão e o gigante não conseguiu descer. 





João foi pra casa com a galinha de ovos de ouro e eles conseguiram comprar alimentos e viveram felizes para sempre.



Fim

domingo, 3 de março de 2013

Tudo em minha vida chegou tarde demais

 
 
 
 
 
 
na cozinha não tem ele ,o fogão nem  funciona mais.
DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
 
 
 
 
não ha mais roupa no varal, não restou nenhuma roupa dele.


A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
 
 
que saudade da bagunça que ele deixava na bancada da cozinha

 Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.
 
 
 
 
Eu adorava este olhar a gente sempre sentadinhos de sábado no sofá será que você ainda me amava ou ja era tudo falso tudo tinha acabado e eu não reparei acabar.

 É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
 
 
 
Esse sorriso era mentira?

 Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiroshttp://pensador.uol.com.br/textos_de_martha_medeiros/




Ele vivendo  com ela espurio mentindo ingindo olha com que rosto ficou isso é de Deus?
Adicionar legenda

2 anos ante de tudo acabar



 
Ele apaixonado por ela isso é amor?Amor traz alegria brilho no olhar amor era este que vivia comigo que desapareceu no ar



 
Ultimo dia que nos vimos novembro de 2010 eu tão positivista,otimista ,apostando em mim, em nosso amor ,dei a ele o que ele me pediu, que eu fosse para o Libano para ele vivenciar aquele amo,r para ver se era o que ele queria ,eu tinha tanta certeza, tanta fe em Deus, e fui, e nunca mais tive ele de volta, o mal venceu!vejam a camiseta, uma caveira da morte e foi o que eu encontreim a morte em vida.odeio viver!ADEUS MEU AMOR




 

vestigios do dia

Sinto uma tristeza ou dor
Minh'alma grita por amor
Uma saudade invade e traz
Em meu coração
Amigos que se foram pra outra direção...



Eu sinto falta do olhar
Seu ombro perto a me escutar
Sua mão bem forte a me acolher
O amor me faz crescer
É parte que de mim jamais se explica...


O dia que eu ia saber a verdade

Um choro, a voz, uma canção
Um riso, a festa, um violão...
Lembranças que hoje trago em mim
Luz viva em minha história
Voz de Deus gravada na memória




ele fumou uma lata de leite ninho de cigarros até as bordas tudo para poder me revelar que havia outra nao coração dele.

Amigo, te quero perto...
Quero andar sempre ao teu lado
Com meu coração aberto !
Amigo, na estrada tão longe e na alma tão perto...
Deus te põe em minha vida
E o que ele faz é sempre certo !

Nunca me esquecerei desta cena,os pés dele se esfregavam o tempo todo como numa grande aflição.




A taça quebrou...


Te entrego, nas mãos de outro amigo
Que sempre comigo está a falar...
Te entrego ao toque de Deus
Pois ele é quem sabe pra onde vai nos levar
Me rendo a Deus
E te levo comigo
Pois esse é o caminho que devemos trilhar...
Amigos, pra sempre seremos
E a Deus louvaremos por nos sustentar. 

Eu so dormia,caminhei quatro dias pela cidade de São Paulo,  dia e noite noite e dia,sem comer ,sem tomar banho, eu me transformei num zumbi, envelheci, na verdade eu morri.Acordar para mim é sempre em lágrimas, se ao menos tivesse uma explicação, e restasse uma amizade ,mas nunca mais vi meu marido.
 você acordar sem querer  nem viver, e da de cara, num quarto impecável, com um jacaré destes...Coisa satânica mesmo.Aonde está você Deus! me ajuda ao menos esquecer, ja está fazendo doi anos, me ajuda em nome do senhor Jesus!Jesus filho de David tenha misericórdia de mim.

O quarto lindo, eu o  esperava, o sol que entrava para aquecer aquele espaço perfeito ,limpo, e ai a pior coisa que me pode acontecer, quem dormiu comigo foi uma lagartixa, o bicho que eu mais tenho medo na vida ,mas eu registrei, com medo,pânico e eu registrei para  que alguém não  disesse que eu estava louca.





 

Depois não querem ue eu acredite que isso nao tenha sido uma obra de feitiçaria e todo o horro que veio até os dias de hoje exatamente dia 3/3/2013 nunca mais este homem me ouviu,falou comigo e nem quer se saber se preciso de algo ou não ele simplesmente se foi.
ORAÇÃO DO
PAI NOSSO

Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Me ajuda meu Deus a ser feliz de novo.

Fafá de Belém - Que me venha esse homem


Villa meu amigo judeu








Este é meu amigo judeu,trabalhador,sempre comerciante nato vai vencer na vida.
 
Sobrenomes Judaicos
Por Rabi YY Jacobson – Baseado nos ensinamentos do Rebe
Os judeus ashkenazim dão a seus filhos os nomes dos ascendentes falecidos. Isso tem a ver com a crença no restabelecimento da alma e com a honra e recordação do morto. Se pudesse seguir sua árvore genealógica, alguém que se chame Moisés encontraria tataravôs chamados Moisés a cada três gerações.




Os judeus sefaradim dão a seus filhos o nome dos avôs, que geralmente estão vivos. Assim, numa árvore genealógica sefaradí vai-se encontrar o mesmo nome a cada uma geração em média. Se alguém ler a história da Espanha não saberá às vezes distinguir quem morreu e quem continua vivo. Será o avô ou o neto?



Outras vezes encontramos o filho com o mesmo nome que o pai; contudo esse é um costume cristão que se encontra entre os judeus sefaradim depois que deixaram a Espanha, devido à Inquisição. Diferentemente dos aristocratas e das pessoas ricas, os judeus não tinha sobrenomes na Europa Oriental até os anos napoleônicos, nos princípios do século XIX.







 A maior parte dos judeus dos países conquistados por Napoleão, como Rússia, Polônia, e Alemanha, receberam a determinação de adotar sobrenomes para a cobrança de impostos. Entretanto, após a derrota de Napoleão, muitos judeus retiraram estes nomes e voltaram à denominação de "filho de", surgindo então sobrenomes como: Mendelsohn, Jacobson, Levinson, etc.



Amigo, te quero perto...
Quero andar sempre ao teu lado
Com meu coração aberto !
Amigo, na estrada tão longe e na alma tão perto...
Deus te põe em minha vida
E o que ele faz é sempre certo !
Te entrego, nas mãos de outro amigo
Que sempre comigo está a falar...
Te entrego ao toque de Deus
Pois ele é quem sabe pra onde vai nos levar
Me rendo a Deus
E te levo comigo
Pois esse é o caminho que devemos trilhar...
Amigos, pra sempre seremos
E a Deus louvaremos por nos sustentar. 




Durante a chamada Emancipação, os judeus mais uma vez receberam a ordem de adotar sobrenomes. Na Áustria e na Galícia, o imperador José fez os judeus adotarem sobrenomes em 1788. As "listas de sobrenomes" do Império Austro-Húngaro, em geral, usavam palavras em alemão, muito parecidas com ídiche. A Polônia ordenou os sobrenomes em 1821 e a Rússia em 1844. É provável que algumas das famílias judias já tivessem recebido seus sobrenomes nos últimos 175 anos ou menos. Na França e nos países anglo-saxônicos os sobrenomes voltaram no século XVI.

Os sefaradim recuperaram seus sobrenomes após muitos séculos. A Espanha, antes de Fernando e Isabel, concebeu uma época de ouro para os judeus. Contudo, eles foram expulsos por Isabel no mesmo ano em que Colombo partiu para a América. Além disso, os primeiros judeus americanos também eram sefaradim.



Significado dos sobrenomes
Sobrenomes Ashkenazim
Há dezenas de milhares de sobrenomes judeus utilizando a combinação das cores, dos elementos da natureza, dos ofícios, cidades e características físicas. Um pequeno exercício é perguntar: Quantos sobrenomes judaicos podemos reconhecer com a raiz das seguintes palavras:

Cores: Roit, Roth (vermelho); Grun, Grin (verde); Wais, Weis, Weiss (branco); Schwartz, Swarty (escuro negro); Gelb, Gel (amarelo)

Panoramas: Berg (montanha); Tal, Thal (vale); Wasser (água); Feld (campo); Stein (pedra); Stern (estrela); Hamburguer (morador da vila)

Metais, pedras preciosas e mercadorias: Gold (ouro); Silver (prata); Kupfer (cobre); Eisen (ferro); Diamant, Diamante (diamante); Rubin (rubi); Perl (pérola); Glass, (vidro); Wein (vinho)

Vegetação: Baum, Boim (árvore); Blat (folha); Blum (flor); Rose (rosa); Holz (Madeira)

Características físicas: Shein, Shen (bonito); Hoch (alto); Lang (comprido); Gross, Grois (grande), Klein (pequeno), Kurtz (curto); Adam (homem)

Ofícios: Beker (padeiro); Schneider (alfaiate); Schreiber (escriturário); Singer (cantor); Holtzkocker (cortador de madeira); Geltschimidt (ourives); Kreigsman, Krigsman, Krieger, Kriger (guerreiro, soldado); Eisener (ferreiro); Fischer (peixeiro, pescador); Gleizer (vidreiro)

Utilizaram-se as palavras de forma simples, combinadas e com a agregação de sílabas como "son", filho; "man", homem; "er", que designa lugar, agregando-se, preferencialmente, após o final do nome da cidade. Em muitos países adaptaram-se as terminações dos sobrenomes ao uso do idioma do país como o sufixo "ski", "sky" ou "ska" (para o caso de nomes de mulher), "as", "iak", "shvili", "wicz" ou "vich". Na Polônia, a mulher tinha um sobrenome diferente do masculino, terminava em "ska", no lugar de "ski", indicando assim o seu gênero. Desta forma, com a mesma raiz, temos, por exemplo: Gold, que deriva Goldman, Goldrossen, Goldanski, Goldanska, Goldas, Goldiak, Goldwicz, etc.

A terminação indica que idioma se falava naquele país de onde se originou o sobrenome:





Nomes de cidade ou país de residência: Berlin; Berliner; Frankfurter; Danziger; Oppenheimer; Deutsch ou Deutscher (alemão); Pollack (polonês); Breslau; Mannheim; Cracóvia; Warshaw (Varsóvia).

Nomes complexos: Gluck (sorte); Rosen (rosas); Berg (montanha); Rosenblatt (papel ou folha de rosas); Rosenberg (montanha de rosas); Rothman (homem vermelho); Koenig (rei); Koenigsberg (a montanha do rei); Spielman (homem que joga); Lieber (que ama); Wasserman (homem da água Nomes designados (normalmente indesejáveis): Plotz (morrer); Klutz (desajeitado); Billig (barato).

Sobrenomes sefaradim
Entre os sobrenomes judaicos espanhóis é fácil reconhecer ofícios designados em árabe ou em hebraico, como: Amzalag (joalheiro); Saban (saboneiro); Nagar (carpinteiro); Haddad (ferreiro); Hakim (medico).

Profissões relacionadas com a sinagoga: Hazan (cantor); Melamed (maestro); Dayan (juiz); Cohen (sacerdote); Levy, Levi (auxiliar do templo).

Títulos honoríficos: Navon (sábio); Moreno (nosso mestre) e Gabay (oficial).

Muitos sobrenomes espanhóis adquiriram pronuncia ashkenazi na Polônia, como, por exemplo, Castelanksi, Luski (que vem da cidade de Huesca, na Espanha) ou tomaram como sobrenome Spanier (espanhol), Frender (estranho) ou Auslander (estrangeiro).

Na Itália, a Inquisição se instalou depois da Espanha, o que levou os judeus italianos a emigrarem para a Polônia. Apareceram, então, o sobrenome Italiener e Welsch ou Bloch, porque a Itália é também chamada de Wloche em alemão.



Sobrenomes oriundos da ToráUma boa quantidade de sobrenomes judaicos deriva dos nomes bíblicos ou de cidades européias da Ásia Menor. Exemplo: o nome de Abraham (Abrahão) Filho de Abraham se diz diferentemente em cada idioma: Abramson, Abraams, Abramchik, em alemão ou holandês; Abramov ou Abramoff, em russo, Abramovici, Abramescu, em romeno; Abramski, Abramovski, nas línguas eslavas; Abramino, em espanhol; Abramelo, em italiano; Abramian, em armênio; Abrami, Ben Abram, em hebraico; Bar Abram, em aramaico, Abramzadek ou Abrampur, em persa; Abramshvili, em georgiano; Barhum ou Barhuni, em árabe. Podem-se constatar essas variações também quanto aos sobrenomes derivados de Isaac e Jacob.

Os judeus de países árabes também usaram o prefixo "ibn". Os cristãos também passaram a usar seus sobrenomes com agregados que significam "filho de". Os espanhóis usavam o sufixo "ez", os suecos o sufixo "sen" e os escoceses "Mac", mas no início do sobrenome. Os sobrenomes judaicos não tomaram a terminação sueca, nem o prefixo escocês.

Há também sobrenomes que seguem o nome de mulheres, mas é menos comum. Às vezes isto ocorria porque as mulheres eram viúvas ou por terem sido figuras dominantes na família. Goldin vem de Golda; Hanin de Hana, Perl ou Perles de Rivka. Um fato curioso apresenta o sobrenome Ginich: a filha do Gaon de Vilna se chamava Gine, e se casou com um rabino vindo da Espanha. Seus filhos e netos ficaram conhecidos como os descendentes de Gine e tomaram o sobrenome Ginich.

Também há sobrenomes derivados de iniciais hebraicas, como Katz ou Kac, que, em polonês, pronuncia-se Katz. São duas letras em hebraico, K e Z, iniciais das palavras Kohen Zedek, que significa "sacerdote justo”.




Sobrenomes adquiridos em viagens
Nos sobrenomes que derivam de cidades, a origem é clara em Romano, Toledano, Minski, Kracoviac, Warshawiak (de Varsóvia). Outras vezes o sobrenome mostra o caminho que os judeus tomaram na diáspora. Por exemplo, encontramos na Polônia sobrenomes como Pedro, que é um nome ibérico. O que indica? Foram judeus que escaparam da Inquisição espanhola no século XV. Em sua origem, possivelmente eram sefaradim, mas se mesclaram e adaptaram ao meio Ashkenazi.

Muitas avós polonesas se chamam Sprintze. De onde vem esse nome? O que significa?

Lembrem-se que em hebraico não se escrevem as vogais, assim se escreve em letras hebraicas o nome Sprinz, que em polonês se lê Sprintze. Mas como leríamos esse nome se colocássemos as vogais? Em espanhol, seria Esperanza e, em português, Esperança, que escrito em hebraico é lido em
polonês resulta Sprintze.

Mudança de sobrenomes
Existem muitas histórias de mudanças dos sobrenomes. Durante as conversões forçadas na Espanha e em Portugal, muitos judeus se converteram, adotando novos sobrenomes, que as paróquias escolhiam para os "cristãos novos", como, Salvador ou Santa Cruz.

Mais tarde, ao fugir para a Holanda, América ou ao Império turco, voltaram à religião judaica, sem perder seu novo sobrenome. Assim apareceram sobrenomes como Diaz ou Dias, Errera ou Herrera, Rocas ou Rocha, Marias ou Maria, Fernandez ou Fernandes, Silva, Gallero ou Galheiro, Mendes, Lopez ou Lopes, Fonseca, Ramalho, Pereira e toda uma série de denominações de árvores frutíferas (Macieira, Laranjeira, Amoreira, Oliveira e Pinheiro). Ou ainda de animais como Carneiro, Bezerra, Lobo, Leão, Gato, Coelho, Pinto e Pombo.


O que viram?Jamais saberei ,mas feliz aquele que tiver você como amigo.


Outra mudança de sobrenomes foi causada pelas guerras. As pessoas perderam ou quiseram perder seus documentos e se "conseguia" um passaporte com sobrenome que não denunciava sua origem, para cruzar a salvo uma fronteira. Nos fins do século XIX, o Czar da Rússia exigia 25 anos de serviço militar obrigatório, especialmente dos judeus. Muitos imigrantes fugiram da Rússia e da Ucrânia com passaportes mudados para evitar uma vida dedicada ao exército do Czar.




Outra questão é que somos filhos de imigrantes, e muitos sobrenomes se desfiguraram com a mudança de país e de idioma. Às vezes eram os funcionários da Alfândega ou da Imigração, outras o próprio imigrante que não sabia espanhol, ou escrevia mal. Por isso, muitos integrantes da mesma família têm sobrenomes similares em som, mas escritos com grafia diferente.





https://www.youtube.com/watch?v=KypgLkwdH20


https://www.youtube.com/watch?v=KypgLkwdH20